terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Fichamento do texto de Maria Luiza Coroa

FICHAMENTO DO TEXTO:
DIFERENTES CONCEPÇÕES
DE LÍNGUA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA
Maria Luiza Monteiro Salles Coroa - UNB

Introdução –
Esse trabalho de Maria Luiza visa refletir acerca da natureza do objeto Língua Portuguesa, a ser ensinado nas escolas.
Os PCN’s priorizam uma abordagem que toma o texto como unidade privilegiada no trabalho pedagógico.
Os objetivos e atividades de ensino são conseqüências da visão que se tem de Língua Portuguesa. Diferentes concepções resultam em diferentes práticas. Privilegiar o ensino da unidade texto, implica o redirecionamento tanto da postura do professor quanto de sua prática em sala de aula.

1 – Concepções de Língua –
Em nossas escolas, têm-se três concepções no trato com a Língua Portuguesa:
Língua = estrutura unidade morfológica – a palavra
Língua = mensagem sentença
Língua = interação/atuação social unidade texto
Alguns riscos se colocam:
a) tratar o texto como mera extensão da sentença;
b) a importância ou não do contexto:
- na abordagem estrutural – não se leva em conta o contexto;
- na abordagem comunicativa – o contexto vem apenas somar na construção lingüística;
- abordagem interativa – o contexto integra a construção dos sentidos.

A abordagem interativa tem o ensino da Língua Portuguesa não só como um
veículo comunicativo, mas acima de tudo, como um instrumento de construção de identidades que leva o indivíduo a assumir-se enquanto um ser social. Assim, o ensino de Língua Portuguesa extrapola o ensino da estrutura, do código; passa pela apropriação de um conhecimento que vai propiciar à pessoa uma utilização da língua adequada às várias situações comunicativa, permitindo-lhe ser alguém que atua de forma significativa no meio em que vive.

O texto deixa de ser algo isolado para se tornar algo colocado dentro de um
contexto histórico, social, coerente e coeso, interna e externamente. Daí não ser algo fechado e acabado. Um texto é incompleto porque dialógico. Os interlocutores o interpretam segundo suas visões de mundo, e assim vão lhe ‘retecendo’, reconstruindo.

Essa concepção leva a uma nova metodologia, uma nova postura diante do ensino de Língua Portuguesa.

2 – Conseqüências Didático-pedagógicas –
Paulo Freire, assim como Foucault, coloca a tese da exclusão pela
linguagem. A impossibilidade de expressão desumaniza as pessoas. Isto só é vencido com o compromisso de ajudar as pessoas a irem em busca sempre de “ser mais”. Assim como o texto, o homem é um ser incompleto. E é nesta incompletude que vão se dar os acontecimentos discursivos.

Essas concepções devem levar o professor a uma nova prática. A palavra do
professor não é uma exposição apenas. Passa por um diálogo com e para o aluno. O conhecimento passa a ser entendido como processo, construção, e não como algo pronto e acabado.

Surgem assim, novas implicações na prática do ensino de Língua
Portuguesa:
1 – A linguagem utilizada por um ser social;
2 – a linguagem como dialogismo a serviço do homem e do mundo;
3 – a interação professor/aluno, sujeitos e parceiros na construção do conhecimento.
Essa mudança na prática faz também surgir novos focos:
a) da ênfase da gramática para o uso da língua;
b) da ênfase da norma culta para sua convivência com as variantes lingüísticas;
c) da leitura e escrita apenas como processo de decodificação para leitura e escrita como compreensão ativa e reflexão crítica.

Considerações Finais -

Fica colocado um grande desafio: tratar a linguagem em sua incompletude
Considerando o texto como unidade de trabalho, estaremos assumindo nosso compromisso como educadores, pesquisadores e sujeitos construtores de nossa identidade e da nossa história.
Para isto, é necessário sermos detentores não só do conhecimento da estrutura da língua, mas de um conjunto de saberes teórico-metodológicos e de mundo, para um fazer consciente e conseqüente.

Maria José de Barros

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu, simplesmente...


Gestando...

Olá, pessoal!Sejam bem-vindos a este espaço meu e nosso!É uma alegria ser visitada por vocês!Um dia desses escrevi assim:O coração aperta.Vejo-as!Elas estão ali,sujas,descabeladas,famintas.Procuram o sustento,o lixo.As crianças,meninas e meninos do meu Brasil,assim... tal qual...Olinda, 04/12/2008