sem formadora.
No início, as companheiras ficaram um pouco inquietas por ter que trocar de formadora, mas depois de nossa acolhida, sentiram-se mais à vontade.
Acolhemos a todos com a história do profeta "Gentileza" e a música "Gentileza", de Marisa Monte, que vocês podem conferir no link: http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0
Pois, é! Como dizia o profeta: "Gentileza gera gentileza". Portanto, sejamos gentis com os nossos, com os outros, com nossos colegas de trabalho, com nossos alunos, com o mundo, enfim! Assim, o mundo
tornar-se-á melhor. Façamos nossa parte!
No primeiro momento, após a reflexão, recolhi os relatos dos Avançando na Prática e algumas produções de alunos dos cursistas. Trabalhos muito bons, por sinal.
Depois, repassei alguns encaminhamentos para a turma que estava chegando, sobre as atividades e fiz algumas observações sobre os relatos corrigidos.
Em seguida, retomamos o TP 1, Unidade 4 - 1ª seção - A Intertextualidade.
Ah! Como é gostoso trabalhar com este conteúdo! A turma adorou. É uma verdadeira brincadeira.
Conversamos um pouco sobre o conhecimento que traziam sobre intertextualidade, e trocamos
algumas experiências sobre o trabalho com o mesmo em sala de aula. E foi bem interessante a discussão. Pude perceber que alguns cursistas estavam confundindo o trabalho com um mesmo tema
e vários gêneros, com a intertextualidade. Refletimos e fi-los ver a diferença que há entre ambos.
Deveriam identificar com que outro texto, aquele dialogava. Olhem! Foi muito rica a discussão nos grupos e os comentários durante as apresentações também. Percebi que não tiveram dificuldades pois tinham um conhecimento prévio dos textos que estavam
sendo retomados, referenciados, parodiados, etc.
verbais e não verbais, ou mistos e explicaram como se deu a intertextualidade e com que textos aqueles dialogavam. Todo mundo adorou a atividade. Vimos como uma atividade dessas, pode despertar em nosso aluno, o gosto pela leitura e como vai ajudá-lo a perceber as entrelinhas, ativar seu conhecimento prévio e motivá-lo para a leitura de textos diversificados.
Feita a socialização dos grupos, aprofundamos o conteúdo através dos slides, estudando os diversos tipos de intertextualidade. Percebi que tudo era bastante novo para a turma. Ficou claro que muitos cursistas ainda confundiam paródia e paráfrase. Então vimos com calma, a diferença entre os dois, esclarecendo assim, as dúvidas.
Ao voltarmos do almoço, tivemos a leitura deleite, com o meu poema "Tear" (veja no final do relato), que tem tudo a ver com o que os grupos iriam trabalhar: o conto de Marina Colasanti, "A Moça Tecelã". Cada grupo deveria reescrever o conto, fazendo a intertextualidade.
O grupo 1 - elaborou uma sequência didática com o tema intertextualidade;
O grupo 2 - reescreveu o conto, do ponto de vista da persoangem feminina, utilizando o gênero carta;
O grupo 3 - reescreveu o conto, do ponto de vista da personagemmasculina, utilizando o gênero cordel;
O grupo 4 - reescreeu o conto, do ponto de vista do narrador, utilizando o gênero fábula;
O grupo 5 - reescreveu o conto, do ponto de vista de outras mulheres, usando o gênero fofoca.
Eita povo criativo danado! Parabéns para todos os grupos. Deram um show de criatividade. O trabalho foi lindo! Confiram abaixo do relato, os textos produzidos pelos grupos.
Após as apresentações dos grupos, estudamos a 3ª seção: Uma reflexão sobre o ponto de vista. Através de slides, aprofundamos a questão do ponto de vista.
Finalizamos o encontro com a nossa avaliação;
1. Perguntados sobre o que mais os chamou a atenção no encontro, disseram o seguinte:
- O tema intertextualidade é muito interessante;
- a diferença entre paráfrase e paródia;
- as inúmeras possibilidades didáticas que o tema trabalhado traz;
- a disposição do tempo distribuído;
2. Quanto aos desafios que levam do encontro:
- Trabalhar o tema de forma adequada com os alunos;
- Enriquecer o trabalho como professora;
- pesquisar e planejar as aulas sempre mais, para melhorar;
- tornar minhas aulas mais interessantes;
- aplicar textos que utilizem intertextualidade fazendo-os despertar para o tema;
- aplicar de forma inovadora os conhecimentos repassados neste encontro;
- utilizar o filme Narradores de Javé, para trabalhar com os gêneros e interdisciplinaridade.
Confira outrasfotos do Encontro:
Confiram aqui o poema:
TEAR
Dos sonhos de uma tecelã, surgi.
Tinha rosto barbado,
corpo aprumado,
sapato engraxado,
chapéu emplumado
aquilo tão desejado.
À procura de um marido,
para fugir da solidão,
decidiu então tecer
Alguém para lhe proteger
e ocupar o coração.
Para aumentar a sua felicidade
em lindos filhos ela pensava
coisa que eu não cogitava
pois tecer ela precisava
para fazer dos sonhos realidade.
Não encontrando a alegria
na riqueza que me ofereceu
resolveu destecer
casa, castelo, cavalo e estribaria
e jardim a florescer.
A ingrata tecelã
nem os criados preservou
e eu, criado do seu amor
fui transformado em traço de luz
mero fio da manhã.
- Colega, sabe a moça tecelã? Tu não sabes? Sabe sim, colega!
- Não é aquela que só vivia tecendo, pra arranjar um casamento. Dia e noite, coitada, na janela, à procura de um amor e ao mesmo tempo tecendo, tecendo...
- Até que enfim, saiu do caritó!
- Hein, hein!!!
- Ela arrumou foi um rolo, ele só quer é vida boa. Ela que pensa que isso vai dar certo. Ele vai é puxar o tapete dela. Aqui pra gente, aqui fica.
Grupo: Irlaneide, Maria José da Silva Lima, Graça Castro e Nejaci
Sequência Didática:
Série: 8ª / 9º ano
Tempo: 04 aulas
Desenrolando o novelo da vida,
desfiando o fio
que teceu o grande tapete;
desmontando a enorme teia
até o primeiro ponto.
E de novo, no teardo mundo,
tecer sua história,
fiar nova vida
dar pontos e nós
onde preciso for.
E deixar assim,
a ponta do fio,
livre...
Maria José de Barros
Leiam abaixo, as intertextualidades feitas a partir do conto "A moça tecelã" de Mariana Colasanti e produzidas pelos cursistas. Fiquei en-can-ta-da! Parabéns!!!!!
Fábula: A ARANHA E O GATO
Dona Aranha vivia feliz, ao tecer maravilhas com suas teias. Trabalhava de dia à noite para realizar os sonhos que tinha. Tudo o que sonhava, ela tecia e o seu sonho se realizava.
Certo dia, ela estava se sentindo muito sozinha e resolveu tecer um companheiro para viver com ela. Trabalhou muito até conseguir e depois foi dormir, cansada. Mal o dia amanheceu, e ela ouviu quando bateram à sua porta. Quando abriu, deparou-se com um jovem e lindo gato.
Ficou encantada quando o viu, e logo pediu que entrasse. Ele não se fez de rogado.
Passaram-se alguns dias , até que o gato descobriu o poder das teias da aranha. Então, ele começou a fazer exigências e mais exigências. Quanto mais o tempo passava, mais triste e abatida, Dona Aranha ficava. Até que resolveu dar um basta na situação e começou a desmanchar tudo o que havia construído, inclusive seu marido, o gato.
Começou do zero a tecer novamente, e dessa vez, pensou bem antes de querer um marido. Então ela teceu um marido que não era tão lindo, mas que tinha um coração maravilhoso, com o qual ela foi muito feliz.
Moral da história: As aparências enganam, pois quem vê cara, não vê coração.
Grupo: Geísa Maria Barbosa, Maria de Fátima Gomes de Souza Santos, Lúcia Maria e Josefa de Oliveira França.
Carta:
Limoeiro, 20 de novembro de 2009.
Querido Gugu.
Chamo-me Maria. Moro atualmente na cidade de Limoeiro. Sou tecelã, tenho 21 anos e uma triste história para contar.
Aos quinze anos, desabrochei um sonho: encontrar um príncipe encantado. Sentia-me muito só e queria construir um lar, uma família. Enquanto isso não acontecia , me entreguei ao trabalho de corpo e alma.
Até que um dia, envolta a tanta tristeza, resolvi dar uma oportunidade ao destino, porém, foi triste o meu destino. O meu príncipe encantado desencantou e a menina sonhadora transformou-se numa mulher amarga e ainda mais triste. Nossa vivência foi muito difícil, me sentia explorada, desprezada e sem valor...
Até que não suportei mais e resolvi dar um basta à situação: separei-me e voltei a cuidar de mim. Juntei todas as forças e tudo o que sobrou dos meus sonhos e estou aqui disposta a viver um novo amor.
Por isso, espero contar com a sua ajuda a fim de encontrar alguém para construir uma família feliz.
Portanto, estou enviando fotos, meu endereço e telefone para contato, para os rapazes solteiros que se interessem por uma moça trabalhadeira, simpática e sincera.
Sua fã ,
Maria, a sonhadora.
Grupo: Edvaldo Pedro da Silva, Severina Cristina Barbosa, Maria de Fátima de Souza e Rosângela Maria da Silva.
Cordel: Ingrata Tecelã
Dos sonhos de uma tecelã, surgi.
Tinha rosto barbado,
corpo aprumado,
sapato engraxado,
chapéu emplumado
aquilo tão desejado.
À procura de um marido,
para fugir da solidão,
decidiu então tecer
Alguém para lhe proteger
e ocupar o coração.
Para aumentar a sua felicidade
em lindos filhos ela pensava
coisa que eu não cogitava
pois tecer ela precisava
para fazer dos sonhos realidade.
Não encontrando a alegria
na riqueza que me ofereceu
resolveu destecer
casa, castelo, cavalo e estribaria
e jardim a florescer.
A ingrata tecelã
nem os criados preservou
e eu, criado do seu amor
fui transformado em traço de luz
mero fio da manhã.
Grupo: Érika Negromonte, Gleiciane G. S. Chaves, Maria de Fátima Prado e Maria Gabriela.
Fofoca: A moça tecelã
- Colega, sabe a moça tecelã? Tu não sabes? Sabe sim, colega!
- Não é aquela que só vivia tecendo, pra arranjar um casamento. Dia e noite, coitada, na janela, à procura de um amor e ao mesmo tempo tecendo, tecendo...
- Até que enfim, saiu do caritó!
- Hein, hein!!!
- Ela arrumou foi um rolo, ele só quer é vida boa. Ela que pensa que isso vai dar certo. Ele vai é puxar o tapete dela. Aqui pra gente, aqui fica.
Grupo: Irlaneide, Maria José da Silva Lima, Graça Castro e Nejaci
Sequência Didática:
Série: 8ª / 9º ano
Tempo: 04 aulas
1 - Exploração doconhecimento prévio dos alunos sobre projetos de vida, casamento, ambições, etc.;
2 - Leitura do conto;
3 - Reflexão sobre o texto: debate regrado;
4 - Leitura complementar: Conto de Fadas Moderno;
5 - Produção de texto: Paródia, invertendo as posições, enfatizando o ponto de vista masculino, ou moça tecelã moderna;
Grupo: Iara, Rosenaide, Lucélia e José Ênio.
