quarta-feira, 21 de abril de 2010

11º Encontro

            Reiniciamos nossos encontros no ano de 2010, no dia 25/02. Realizamos o 11º encontro, uma Oficina Livre para orientação dos Projetos.
      Acolhi o grupo com a dinâmica do pirulito que nos levou a refletir sobre a importância que tem a cooperação entre as pessoas. Foi bem divertido!
       Depois, informei a cada um sua situação com relação ao cumprimento das atividades, frequência e fiz um levatamento das turmas que estão lecionando este ano.
          Iniciamos o trabalho propriamente dito, fazendo uma sondagem sobre que entendimento eles tinham sobre PROJETO DE INTERVENÇÃO. Após as colocações da turma, solicitei que se reunissem por escola e levantassem a problemática e a temática para o projeto. Feito isto, fizemos um aprofundamento sobre a teoria de projetos, através de slides. E, mais uma vez, os presentes se reuniram por escola para começar a rascunhar o projeto, seguindo as orientações do Guia Geral, pág. 51.
Enquanto discutiam, fiz o assessoramento em cada grupo, tirando as dúvidas e orientando.
          








Percebi que os grupos sentiram algumas dificuldades para definir os objetivos e as estapas do projeto. Para finalizar, orientei-os para concluírem os projetos nas escolas, e me enviarem por e-mail para que eu possa analisar e reorientar.
Em seguida, fizemos a avaliação do encontro:

1. Perguntados sobre o que aprendemos, responderam o seguinte:
- a elaborar projeto;
- a trabalhar em equipe, no que se refere a trabalhar com projetos, partilhando informações, respeitando a opinião dos colegas;
- que o trabalho em grupo é fundamental para a realização de qualquer atividade que envolva a interação;
- sobre as etapas de um projeto de intervenção.

2. Quanto ao que descobriram em relação ao grupo:
- Quando todos têm os mesmos objetivos há mais produtividade e realização;
- O grupo já tinha um bom conhecimento prévio do tema abordado;
- Que uma andorinha só não faz verão e quando se tem sentido de grupo, o trabalho sai mais fortalecido;
- o compromisso com a elaboração do projeto;
- que tomar decisões por um grupo maior, é muito difícil;
- o grupo é atuante, compartilha procura aderir ao trabalho;

3. Em relação ao que precisamos aprofundar sobre este assunto:
- como fazer a fundamentação teórica;
- a aplicação de uma metodologia que venha atender à realidade de cada escola;
- como focar o tema, uma vez que temos dificuldades de definir um tema.

3. Como sugestão, foi colocado o seguinte:
- que todos os cursistas cheguem para os encontros para não ficar uma pessoa só da escola, pensando o projeto;
- que o Governo aumente o valor da diária, que não está cobrindo as despesas;
- um lanche melhor e mais variado, mais reforçado, pois muitos saem de casa muito cedo;
- que a formadora continue trabalhando dessa forma: humilde, dinâmica, paciente, capaz, atenciosa e cheia de boa vontade;
- que nos envie material de pesquisa, bibliografia para a fundamentação teórica.


10º Encontro

           No dia 15 de dezembro aconteceu o nosso 10º Encontro e último do ano de 2009.
Foi um encontro muito bom.
          Acolhemos os cursistas com a música "Comida", de Titãs/Marisa Monte, já que íamos trabalhar com literatura. Cantamos juntos e comentamos sobre nossas fomes e as fomes do mundo.
        Neste encontro, demos continuidade ao estudo do TP 6, agora, com a Unidade 24, 1ª seção. F
Fizemos uma tempestade mental para responder as perguntas: Nossos alunos leem? O quê? Eis as respostas:

         Percebemos então, que nossos alunos leem sim, talvez não exatamente o que gostaríamos que eles lessem. Após a tempestade, refletimos sobre a seguinte afirmação da Educadora Maria Antonieta Antunes Cunha:

"Uma das causas de nossos alunos lerem pouco e mal, está na deficiência de leitura do professor e em equívocos, no tratamento da leitura literária na escola."

Olhe que a discussão pegou fogo! Os cursistas não gostaram muito da generalização que foi feita. Afirmaram concordar em parte, pois, quando ela afirmou "do professor", generalizou, pois não são todos os professores que têm deficiência de leitura. Sentiram-se injustiçados, como se toda a culpa recaísse  sempre, sobre os ombros do professor. Não se questiona a familia, nem os próprios educandos. E assim, algumas questões foram levantadas, como:

  • Os livros didáticos, muitas vezes,trazem textos enormes e desinteressantes para os alunos;

  • Às vezes, o educador quer que o aluno leia só que ele acha que é bom;

  • Professor que está fora da área, mas leciona Português (e não são poucos), sofrem muito por não dominarem os conteúdos e a própria metodologia do ensino da língua;

  • Tornar o aluno um leitor é o sonho de todo professor;

  • Falta espaço específico para leitura em sala e em nossas escolas, para alunos e professores, pois, infelizmente, muitas escolas ainda não possuem biblioteca organizada e com profissionais aptos para a tarefa. O que vemos muito, é professor readaptado, "tapando burac" nas bibliotecas,sem nenhum preparo;

  • As famílias, em geral, não dispõem de condições financeiras e culturais para  investir na compra de livros para os filhos;

  • A jornada de trabalho dos professores, muitas vezes dificulta o professor de ser um leitor. Falta tempo, mas às vezes;

  • Quando o professor leva os clássicos da literatura resumidos, os dicentes gostam.
         Após todas as colocações, fiz algumas reflexões acerca da intenção da fala  da autora. Fi-los perceber como nós, enquanto educadores temos uma leitura precária. Claro, que considerei todas as dificuldades que a categoria enfrenta, por eles colocadas. Mesmo com o nosso tempo escasso, quantos de nós passamos o ano inteiro sem ler um livro, sem fazer uma leitura reflexiva dentro de nossa  área, para nos atualizarmos e aprendermos mais? Às vezes, nossos educando nos colocam contra a parede, quando nos questionam se já lemos determinado livro...
         Refletimos também sobre a metodologia desde sempre ensinamos e tratamos a Literatura e a própria leitura. Sabemos que hoje, há uma grande mudança na metodologia do ensino da Língua. E que só há pouco tempo, é que estamos tendo acesso às novas informações. E com relação à literatura, especificamente,ainda deixa muitoa desejar. Ficou claro que se faz necessário e urgente formações continuadas nessa área.
        Feitas estas reflexões, fizemos uma leitura e aprofundamos o conteúdo das págs. 176 a 178 do TP 6, que traz uma discussão acerca de como o professor trabalha a leitura e a literatura na sala de aula. Depois, fizemos um trabalho em grupo com a atividade das págs. 222 e 223 (Parte III da Oficina 12) referente à 2ª seção, que sugeria uma análise de alguns paradidáticos e clássicos da literatura.
O trabalho foi muito interesante. Os professores apresentaram as obras que trouxeram, analisaram a adequação para a série, e sugeriram formas de como trabalhar aquelas obras em sala. 
 

          Feita a socialização do trabalho em grupos, fizemos uma leitura coletiva e uma discussão do Resumindo da pág. 191, que é o resumo da Seção 2 - A Qualidade literária é primordial no livro para adolescentes?
          A 3ª seção, Existem boas formas de explorar a literatura na escola?, ficou como tarefa para estudo em casa, resumo e envio por e-mail. Também distribuí a xerox do artigo "A Literatura no Ensino Médio: Quais os desafios do professor?" da Profª Mestra Ivanda Martins, para que eles lessem e fizessem uma resenha em casa e me enviassem via e-mail.
          Em seguida, dei alguns avisos em relação à retomada do GESTAR em 2010 e fizemos a avaliação.
 Todos gostaram e participaram ativamente das discussões travadas sobre leitura e literatura. Aprofundamo-nos bastante. O encontro foi considerado proveitoso, apesar de ser em um período tão difícil para os professores se ausentarem das escolas.
         Finalizamos nosso encontro, exibindo slides com as fotos de todos os encontros do ano e uma mensagem de Natal e Ano Novo. Depois, saímos para nosso almoço de confraternização que foi muito gostoso, já com gosto de saudades.





Confiram as fotos no link Slides, nesta página.

sábado, 17 de abril de 2010

João Cabral de Melo Neto recita...

Olá!
Encontrei esse material sobre João Cabral. Acho que pode lhes servir.

http://www.youtube.com/user/xenophon090

quarta-feira, 14 de abril de 2010

9º Encontro

          No dia 09 de dezembro de 2009, realizamos o nosso nono encontro.
Acolhi a todos e todas com uma mensagem e em seguida, fiz a troca de experiências do trabalho e recolhi os relatos dos TP's.
          Nesta encontro, estudamos o TP 6 - Leitura e Processos de Escrita II. Iniciamos com a Unidade 22 - Produção Textual: Planejamento e Escrita.
Refletimos sobre as funções da linguagem através de slides e fizemos a atividade da pág. 80 com um cochicho sobre como eles trabalham a produção de textos poéticos com seus alunos.
O que pude colher foi o seguinte:
- Explica a estrutura do poema e apresenta vários tipos de poemas;
- Explica os recursos utilizados no poema;
- Apresenta vários poemas e faz uma leitura expressiva; em seguida, dá um tema e pede que produzam;
- Conversa sobre gêneros;
- Utiliza a música como motivação.

          Em seguida, expus várias imagens, músicas e textos sobre a fome e solicitei que produzissem  um poema abordando este tema. A princípio, houve uma reação negativa por parte da maioria do grupo. Não gostaram da proposta e sentiram algumas dificuldades. Porém, todos conseguiram produzir. Após a produção, cada um leu o seu poema.
           Fiquei verdadeiramente encantada com a produção. Quantos talentos escondidos! Assim como nossos alunos, é preciso apenas um estímulo e uma oportunidade para que revelemos esse talentos e os aprimoremos. Você pode conferir os poemas ao final desta postagem.
          

  

Dando prosseguimento, realizamos, em grupo, o estudo das págs. 82 a 84 e 87 a 91.
Após o almoço, passamos a estudar a Seção 2 - Planejamento.
           Iniciei fazendo um sondagem sobre que orientações eles costumam dar aos alunos, ao proporem uma produção textual. Em seguida, estudamos, em grupo, o texto "Explorando a Escrita" de Irandé Antunes. Cada grupo estudou um tópico. Logo após, os grupos socializaram as discussões. Foi uma discussão rica. Destacou-se a importância de perceber a frase de Millor Fernandes: o escrever, o reescrever o cortar; a importância de estimular as ideias nos alunos,entre outras.
           Feita esta reflexão, os grupos se reuniram mais uma vez e fizeram a atividade das págs. 106 e 107 e socializaram as discussões.
           Por fim, fizemos um estudo coletivo das págs. 96 e 97 e entreguei o texto "Estratégias de produção" para que estudassem em casa.
           Concluímos nosso encontro com uma avaliação, onde se refletiu o seguinte:

 • Em relação ao conteúdo, à metodologia, ao trabalho da formadora, à aplicabilidade em sala de aula e ao cumprimento da pauta, a maioria considerou positivo.

• Algumas sugestões:

- que a Secretaria repense o valor da bolsa para o almoço, que já não dá mais para as despesas. Esta é uma grita geral em todos os encontros;

- que as capacitações sejam agilizadas durante o ano letivo e não se deixe apenas para o 2º semestre e, principalmente para o final do ano, quando o professorado está assoberbado de trabalho e fica o trabalho de formação prejudicado;

- que no próximo ano, haja um encontro para trabalhar com os professores a produção textual e a reescrita de suas próprias produções.