Em 11 de novembro de 2009, realizamos nosso 8º encontro, quando estudamos o TP 2 - Análise Linguística e Análise Literária.
Iniciamos o encontro com uma mensagem de acolhida e um momento de troca de experiências das atividades realizadas.
Em seguida, estudamos a Unidade 6 - A frase e sua organização.
Distribuímos e discutimos o texto "A Organização da Frase", em duplas e chegamos às seguintes conclusões: que o livro didático bitola muito o trabalho do professor e não está de acordo com as OTM's. Isto tem feito com que o professor seja um pesquisador eproduza conhecimento. Outra coisa que foi colocada é que muitos professores ainda têm dificuldades em trabalhar a gramática dentro da nova perspectiva do ensino da língua.
Após o almoço, fizemos a leitura deleite com o texto "Ponta da Língua"
Logo após, Trabalhamos a Unidade 8 - Linguagem Figurada, através de sildes e exercitamos esse conhecimento através de uma atividade em grupo, onde cada um deveria criar um texto publicitário ou uma tirinha, usando uma das figuras de linguagem, com destaque para a metáfora.
O s grupos usaram de muita criatividade como você pode conferir nestas fotos.
Terminadas as apresentações, demos alguns avisos e fizemos a avaliação:
Perguntados sobre como se sentiram no encontro e por que, responderam assim:
• Mais culta;
• Leve, pois além de aprender mais, me diverti bastante;
• Iluminada, uma estrela, porque as novas informações, as atividades diferentes e a troca de experiências favorecem luminosidade em nossa prática diária, pois o GESTAR está sendo um brilho em minha prática, pois cada dia estou me renovando, interagindo, me socializando com pessoas diferentes;
• Satisfeito;
• Como em uma escada, subindo os degraus do conhecimento, apesar das dificuldades;
• Com a cabeça cheia de idéias, porque as oficinas do GESTAR possibilitam o surgimento de inúmeras idéias para trabalhar em sala de aula;
• Num hotel 5 estrelas, desfrutando de conhecimentos inovadores para minha prática pedagógica.
POEMA
RIOS SEM DISCURSO
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água,em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária,
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estancada, muda,
e muda porque nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
e o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio , seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiolquência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem;
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.