sexta-feira, 20 de novembro de 2009

7º Encontro - Limoeiro

Hoje, aconteceu nosso 7º encontro. Foi muito bom!
E tivemos novidades. Chegaram mais 14 cursistas de uma outra turma que ficou
sem formadora.
No início, as companheiras ficaram um pouco inquietas por ter que trocar de formadora, mas depois de nossa acolhida, sentiram-se mais à vontade.
Acolhemos a todos com a história do profeta "Gentileza" e a música "Gentileza", de Marisa Monte, que vocês podem conferir no link: http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0

Pois, é! Como dizia o profeta: "Gentileza gera gentileza". Portanto, sejamos gentis com os nossos, com os outros, com nossos colegas de trabalho, com nossos alunos, com o mundo, enfim! Assim, o mundo
tornar-se-á melhor. Façamos nossa parte!

No primeiro momento, após a reflexão, recolhi os relatos dos Avançando na Prática e algumas produções de alunos dos cursistas. Trabalhos muito bons, por sinal.
Depois, repassei alguns encaminhamentos para a turma que estava chegando, sobre as atividades e fiz algumas observações sobre os relatos corrigidos.

Em seguida, retomamos o TP 1, Unidade 4 - 1ª seção - A Intertextualidade.
Ah! Como é gostoso trabalhar com este conteúdo! A turma adorou. É uma verdadeira brincadeira.
Conversamos um pouco sobre o conhecimento que traziam sobre intertextualidade, e trocamos
algumas experiências sobre o trabalho com o mesmo em sala de aula. E foi bem interessante a discussão. Pude perceber que alguns cursistas estavam confundindo o trabalho com um mesmo tema
e vários gêneros, com a intertextualidade. Refletimos e fi-los ver a diferença que há entre ambos.

Após essa reflexão inicial, fizemos um trabalho em grupo, onde, cada grupo  recebeu várias figuras de revistas em que acontecia o fenômeno da intertextualidade.
Deveriam identificar com que outro texto, aquele dialogava. Olhem! Foi muito rica  a discussão nos grupos e os comentários durante as apresentações também. Percebi que não tiveram dificuldades pois tinham um conhecimento prévio dos textos que estavam
sendo retomados, referenciados, parodiados, etc.

Os grupos fizeram suas apresentações, fazendo uma leitura dos textos
verbais e não verbais, ou mistos e explicaram como se deu a intertextualidade e com que textos aqueles dialogavam. Todo mundo adorou a atividade. Vimos como uma atividade dessas, pode despertar  em nosso aluno, o gosto pela leitura e como vai ajudá-lo a perceber as entrelinhas, ativar seu conhecimento prévio e motivá-lo para a leitura de textos diversificados.
Feita a socialização dos grupos, aprofundamos o conteúdo através dos slides, estudando os diversos tipos de intertextualidade. Percebi que tudo era bastante novo para a turma. Ficou claro que muitos cursistas ainda confundiam paródia e paráfrase. Então vimos com calma, a diferença entre os dois, esclarecendo assim, as dúvidas.
Ao voltarmos do almoço, tivemos a leitura deleite, com o meu poema "Tear" (veja no final do relato), que tem tudo a ver com o que os grupos iriam trabalhar: o conto de Marina Colasanti, "A Moça Tecelã". Cada grupo deveria reescrever  o conto, fazendo a intertextualidade.

  • O grupo 1 - elaborou uma sequência didática com o tema intertextualidade;

  • O grupo 2 - reescreveu o conto, do ponto de vista da persoangem feminina, utilizando o gênero carta;

  • O grupo 3 - reescreveu o conto, do ponto de vista da personagemmasculina, utilizando o gênero cordel;

  • O grupo 4 - reescreeu o conto, do ponto de vista do narrador, utilizando o gênero fábula;

  • O grupo 5 - reescreveu o conto, do ponto de vista de outras mulheres, usando o gênero fofoca.
Eita povo criativo danado! Parabéns para todos os grupos. Deram um show de criatividade. O trabalho foi lindo! Confiram abaixo do relato, os textos produzidos pelos grupos.
Após as apresentações dos grupos,  estudamos a 3ª seção: Uma reflexão sobre o ponto de vista. Através de slides, aprofundamos a questão do ponto de vista.
Após esse momento, exibimos o filme Narradores de Javé. Todos assistiram, se divertiram e fizeram uma reflexão sobre a linguagem, a oralidade, as tradições populares, o gênero memórias. Distribuí um questionário que levaram pra discutir na escola e depois enviar uma resenha por e-mail.
Finalizamos o encontro com a nossa avaliação;
1. Perguntados sobre o que mais os chamou a atenção no encontro, disseram o seguinte:


- O tema intertextualidade é muito interessante;
- a diferença entre paráfrase e paródia;
- as inúmeras possibilidades didáticas que o tema trabalhado traz;
- a disposição do tempo distribuído;

2. Quanto aos desafios que levam do encontro:

- Trabalhar o tema de forma adequada com os alunos;
- Enriquecer o trabalho como professora;
- pesquisar e planejar as aulas sempre mais, para melhorar;
- tornar minhas aulas mais interessantes;
- aplicar textos que utilizem intertextualidade fazendo-os despertar para o tema;
- aplicar de forma inovadora os conhecimentos repassados neste encontro;
- utilizar o filme Narradores de Javé, para trabalhar com os gêneros e interdisciplinaridade.

Confira outrasfotos do Encontro:


Confiram aqui o poema:
TEAR

Desenrolando o novelo da vida,
desfiando o fio
que teceu o grande tapete;
desmontando a enorme teia
até o primeiro ponto.

E de novo, no teardo mundo,
tecer sua história,
fiar nova vida
dar pontos e nós
onde preciso for.

E deixar assim,
a ponta do fio,
livre...

Maria José de Barros

Leiam abaixo, as intertextualidades feitas a partir do conto "A moça tecelã" de Mariana Colasanti e produzidas pelos cursistas. Fiquei en-can-ta-da! Parabéns!!!!!

Fábula: A ARANHA E O GATO

        Dona Aranha vivia feliz, ao tecer maravilhas com suas teias. Trabalhava de dia à noite para realizar os sonhos que tinha. Tudo o que  sonhava, ela tecia e o seu sonho se realizava.
        Certo dia, ela estava se sentindo muito sozinha e resolveu tecer um companheiro para viver com ela. Trabalhou muito até conseguir e depois foi dormir, cansada. Mal o dia amanheceu, e ela ouviu quando bateram à sua porta. Quando abriu, deparou-se com um jovem  e lindo gato.
        Ficou encantada quando o viu, e logo pediu que entrasse. Ele não se fez de rogado.
        Passaram-se alguns dias , até que o gato descobriu o poder das teias da aranha. Então, ele começou a fazer exigências e mais exigências. Quanto mais o tempo passava, mais triste e abatida, Dona Aranha ficava. Até que resolveu dar um basta na situação e começou a desmanchar tudo o que havia construído, inclusive seu marido, o gato.
        Começou do zero a tecer novamente, e dessa vez, pensou bem antes de querer um marido. Então ela teceu um marido que não era tão lindo, mas que tinha um coração maravilhoso, com o qual ela foi muito feliz.
Moral da história: As aparências enganam, pois quem vê cara, não vê coração.   

Grupo: Geísa Maria Barbosa, Maria de Fátima Gomes de Souza Santos, Lúcia Maria e Josefa de Oliveira França.

Carta:

Limoeiro, 20 de novembro de 2009.

                 Querido Gugu.

        Chamo-me Maria. Moro atualmente na cidade de Limoeiro. Sou tecelã, tenho 21 anos e uma triste história para contar.
         Aos quinze anos, desabrochei um sonho: encontrar um príncipe encantado. Sentia-me muito só e queria construir um lar, uma família. Enquanto isso não acontecia , me entreguei ao trabalho de corpo e alma.
         Até que um dia, envolta a tanta tristeza, resolvi dar uma oportunidade ao destino, porém, foi triste o meu destino. O meu príncipe encantado desencantou e a menina sonhadora transformou-se numa mulher amarga e ainda mais triste. Nossa vivência foi muito difícil, me sentia explorada, desprezada e sem valor...
         Até que não suportei mais e resolvi dar um basta à situação: separei-me e voltei a cuidar de mim. Juntei todas as forças e tudo o que sobrou dos meus sonhos e estou aqui disposta a viver um novo amor.
         Por isso, espero contar com a sua ajuda a fim de encontrar alguém para construir uma família feliz.
Portanto, estou enviando fotos, meu endereço e telefone para contato, para os rapazes solteiros que se interessem por uma moça trabalhadeira, simpática e sincera.
                                           Sua fã ,

                                          Maria, a sonhadora.

Grupo: Edvaldo Pedro da Silva, Severina Cristina Barbosa, Maria de Fátima de Souza e Rosângela Maria da Silva.

Cordel: Ingrata Tecelã

Dos sonhos de uma tecelã, surgi.
Tinha rosto barbado,
corpo aprumado,
sapato engraxado,
chapéu emplumado
aquilo tão desejado.

À procura de um marido,
para fugir da solidão,
decidiu então tecer
Alguém para lhe proteger
e ocupar o coração.

Para aumentar a sua felicidade
em lindos filhos ela pensava
coisa que eu não cogitava
pois tecer ela precisava
para fazer dos sonhos realidade.

Não encontrando a alegria
na riqueza que me ofereceu
resolveu destecer
casa, castelo, cavalo e estribaria
e jardim a florescer.

A ingrata tecelã
nem os criados preservou
e eu, criado do seu amor
fui transformado em traço de luz
mero fio da manhã.

Grupo: Érika Negromonte, Gleiciane G. S. Chaves, Maria de Fátima Prado e Maria Gabriela.

Fofoca: A moça tecelã

      - Colega, sabe a moça tecelã?  Tu não sabes? Sabe sim, colega!
      -  Não é aquela que só vivia tecendo, pra arranjar um casamento. Dia e noite, coitada, na janela, à procura de um amor e ao mesmo tempo tecendo, tecendo...
      -  Até que enfim, saiu do caritó!
      -  Hein, hein!!!
      - Ela arrumou foi um rolo, ele só quer é vida boa. Ela que pensa que isso vai dar certo. Ele vai é puxar o tapete dela. Aqui pra gente, aqui fica.

Grupo: Irlaneide, Maria José da Silva Lima, Graça Castro e Nejaci

Sequência Didática:  
Série: 8ª / 9º ano
Tempo: 04 aulas
1 - Exploração doconhecimento prévio dos alunos sobre projetos de vida, casamento, ambições, etc.;
2 - Leitura do conto;
3 - Reflexão sobre o texto: debate regrado;
4 - Leitura complementar: Conto de Fadas Moderno;
5 - Produção de texto: Paródia, invertendo as posições, enfatizando o ponto de vista masculino, ou moça tecelã moderna;

Grupo: Iara, Rosenaide, Lucélia e José Ênio.

 

domingo, 15 de novembro de 2009

FRAGMENTOS PARA REFLEXÃO

Vejam só, quantos pensamentos profundos.
Reflitamos, pois, e tentemos aplicá-los em nossas vidas!http://www.scrapshow.com.br/

SEMINÁRIO ESTADUAL DO GESTAR II

Aconteceu, no mês de outubro, em Gravatá - PE, o Seminário Estadual do GESTAR - PE.
O encontro foi ma-ra-vi-lho-so!!!
Gravatá é uma cidade liiiiinda!












Nosso último momento com a UNB foi uma riqueza. Estiveram presentes todos os professores
formadores do Estado de PE, que, junto com os professores da UNB, fizeram a apresentação do GESTAR nos municípios e uma avaliação geral do programa.





Refletimos o programa do ponto de vista dos formadores, dos cursistas e dos educandos.

  • O olhar do formador e do professor cursista - O professor participante do GESTAR já apresenta um discurso diferenciado dos demais professores; os professores que não estão no GESTAR, em alguns municípios, já estão procurando se inteirar sobre o programa; a auto-estima do professor aumentou, passou a acreditar mais no resultado do seu trabalho; os blogs têm dado visibilidade ao trabalho do professor, divulgam a prática do professor em sala de aula; o GESTAR é o primeiro programa de formação continuada que permite ao professor colocar em prática o que aprendeu na formação e voltar para avaliar sua prática. Antes não havia acompanhamento do trabalho, e assim, pouca mudança acontecia e, se acontecia, não se tinha conhecimento; estão nos sentindo protagonistas da mudança; o GESTAR despertou no professor, o capricho no seu fazer pedagógico; os professores começam a sistematizar sua prática; a forma como trabalhavam a leitura não ajudava o aluno a sa apaixonar pela leitura, hoje, a prática é outra. 

  • O olhar do educando - Os educandos já vêem a leitura e a produção textual de uma outra forma, mais prazerosa ( o trabalho com os gêneros textuais  motivaram os alunos); já produzem textos com mais competência, já compreendem a importância da revisão e da refacção; percebe-se um maior interesse nas aulas do GESTAR; há escolas em que até os alunos produziram seus portifólios. Percebe-se que também eles, estão adquirindo a competência de escrever, fazer registros sobre seu aprendizado; os educandos estão empolgados com as atividades que tornam as aulas muito mais dinâmicas, e têm sua auto-estima elevada, quando se vêem nos blogs dos professores.
As discussões sobre o nosso trabalho foram muito boas e as experiências vivenciadas pelos professores formadores e também pelos cursistas são de uma riqueza sem igual. Nossos professores, de fato, estão promovendo mudanças significativas no dia-a-dia de nossas escolas.
A professora Adelaide, da UNB, ficou verdadeiramente encantada com todo o trabalho desenvolvido aqui em PE.
Também a professora Zélia Porto, deu um testemunho sobre o GESTAR e colocou que hoje, o estado de PE tem massa crítica, que somos nós, os professores formadores, que estamos, junto com os professores que estão na base, os promotores e responsáveis pela mudança da educação no estado. Ela nos garantiu que o GESTAR continuará no próximo ano, para aqueles que não concluíram este ano e para aqueles que não aderiram este ano.








E no final, fizemos uma despedida emocionante do grupo, que pretende criar oportunidades para continuar se encontrando no próximo ano. Fizemos muitas amizades e esta rede de troca de experiências que se criou com o GESTAR é muito importante para o nosso trabalho. A troca de experiência nos enriquece.
Trouxemos na mala, muita saudade e no coração, o propósito de continuar contribuindo com a mudança.


Amigos para sempre é o que nós queremos ser...
                                                                                Nossa Formadora Adelaide, Laíse e eu.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mais uma de Machado de assis

Confiram! é um bom incentivo à leitura do conto:

Vídeo-clipe - Dom Casmurro

Querem motivar seus alunos para a leitura de D. Casmurro?
Confiram no link a seguir: 

sábado, 17 de outubro de 2009

A todos e todas que têm na vida a missão de educar, o meu abraço carinhoso!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

6º Encontro Limoeiro


Em 28 de setembro de 2009, realizamos mais um encontro do GESTAR II.
Dei as boas-vindas aos cursistas com uma mensagem muito bonita.
Em seguida, recolhi os relatos dos Avançando na Prática e a problemática e a temática dos projetos.
Socializamos as experiências realizadas em sala de aula e pude perceber quanta riqueza nossos alunos e professores estão vivenciando. A cursista Fátima Prado leu um cordel produzido por ela para um projeto sobre o São João, desenvolvido na Escola Ginásio Arthur Correia de Oliveira - Limoeiro.
Após esse primeiro momento, iniciamos o estudo do TP1, sobre Linguagem. Utilizei como texto motivador, "O Assalto", que trabalha a questão do regionalismo,apresentando como se expressa um assaltante, nas diversas regiões do país.
Alguns cursistas já conheciam e até já haviam trabalhado com os alunos. Para outros, foi novidade, o que deu uma boa discussão acerca da linguagem.
Aprofundamos o conteúdo, através de um resumo da seção 1, da Ud. 2, feito em slides - Variações linguísticas: desfazendo equívocos e a norma culta. A discussão foi muito rica.
Dando prosseguimento, estudamos no grande grupo, a seção 2, da UD. 2 - O texto literário.
Depois, os grupos realizaram a atividade 11, das págs. 73 a 75, trabalhando a música de Chico Buarque, O "Casamento dos Pequenos Burgueses", fazendo um paralelo com o poema "Caso do Vestido", de Carlos Drummond de Andrade. A discussão em torno da temática da traição, da questão de gênero, do papel da mulher na sociedade, as relações homem x mulher... foi uma riqueza!
Iniciamos o turno da tarde, fazendo uma leitura deleite da fábula "A língua", da tradição judaica.
                                                                     
                                                              A LÍNGUA

Um senhor de muitas posses e pouca sabedoria chamou seu servo mais velho, homem de poucas posses e muita sabedoria, e ordenou-lhe que fosse ao açougue e lhe trouxesse o melhor bocado de carne que encontrasse. O servo fiel foi, e voltou trazendo uma língua, com a qual foi preparado um fino jantar.


Alguns dias depois, o senhor ordenou a seu servo que fosse novamente ao açougue e lhe trouxesse o bocado de carne mais ordinário que encontrasse, para alimentar os cães. O servo foi, e voltou trazendo uma língua. O senhor, que era um homem de muitas posses e pouca sabedoria, enfureceu-se:

- Mas, então, para qualquer recomendação que dou me trazes sempre uma língua?



O servo, que era um homem de poucas posses e muita sabedoria, respondeu:


- A língua, meu senhor,é o melhor pedaço quando usado com bondade e sabedoria, e de todos o pior, quando usada com arrogância e maledicência.


 Língua (Fábula da tradição judaica). In Fábulas...em Cartão Postal. Belo Horizonte: Autêntica.s/d


E para descontrair um pouco, vimos a charge "O bacharel do discurso". Confira no link a seguir:
Muita injustiça. É muito bom para trabalharcom os alunos.

Vivenciado este momento de descontração, passamos a estudar a Seção 3 da Ud. 2 - Modalidades da Língua - e aprofundamos a modalidade oral, através de slides, e discussão. Foi muito importante esse momento, pois discutimos o quanto, durante muito tempo, a oralidade não teve sua devida importância no ensino da Língua Portuguesa. Vimos as formas de como e o que trabalhar  dentro da modalidade oral da língua e os gêneros da oralidade.  Foi um aprofundamento bastante interessante. E, para ilustrar esse momento, ouvimos um trabalho de Jessier Quirino, que é uma locução esportiva, narrando um casamento.
É um show!
O grupo foi divido em 4 subgrupos e receberam o comando para produzir textos orais, utilizando a situação
comunicativa, Farmácia.
  • O grupo 1 simulou uma entrevista com um empresário do ramo de farmácias;
  • O grupo 2 produziu uma propaganda radiofônica sobre uma farmácia;
  • O grupo 3 produziu uma locução esportiva sobre a compra de um medicamento (luftal);
  • O grupo 4 produziu um repente,  fazendo a propaganda de um medicamento.

A turma produziu textos muito bons. Só para deixá-los com um gostinho na boca,
confiram o vídeo do trabalho de apresentação dos grupos!Vídeo do trabalho em grupos

Após a apresentação dos grupos, fizemos alguns comentários acerca dos trabalhos e dei alguns avisos para a continuidade do programa.
Por fim, fizemos uma avaliação, onde foram destacados os pontos positivos do encontro:
  • As orientações e o repasse de conteúdos são de boa qualidade;
  • A descontração do encontro;
  • A paciência e a motivação da professora formadora;
  • Interação formadora - cursistas;
  • As dinâmicas, os trabalhos em grupo;
  • O uso de diversos recursos didáticos;
  • Os conteúdos são de grande importância para o trabalho em sala de aula.

Percebi que o estudo realizado neste encontro trouxe novidades para os cursistas, que saíram com um desafio: trabalhar a oralidade em sala de aula, uma vez que nunca havia sido enfatizado este aspecto da língua.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

5º Encontro - Limoeiro

Eita lá! Mais uma etapa vencida! Graças a Deus!


Realizamos em 23/09/2009 nosso 5º encontro.

Fiquei triste porque só chegaram 15 cursistas.
Por outro lado, alegro-me quando, os que não podem chegar, me telefonam, mandam e-mail,
justificando suas ausências.
Minha turma hoje estava muito cansada, preocupada, assoberbada com tanto trabalho, final de bimestre, provas, notas, cadernetas... Ufa! Realmente, estamos cansados.
Mas, os depoimentos provaram que, o GESTAR é tão bom, e nossos encontros tão agradáveis, que vale a pena o esforço. Fiquei feliz com os depoimentos. Significa que o meu esforço está trazendo resultados positivos.

Bom, mas vamos ao encontro!

Acolhi meu povo dando um " luxo" (um lixo que virou luxo): uma caixinha de fósforo vazia, recoberta com papel de presente, contendo na parte interna, uma pequena mensagem e um bombom. Todo mundo adorou o mimo.
Após a acolhida, recolhi as atividades de casa, os relatos dos Avançando na Prática e dos AAA's.

Fizemos a retomada do conteúdo COESÃO - TP 5, com o estudo da seção 2 da Unidade 19 e repondemos as atividades no grande grupo. A discussão sobre os elos coesivos foi bastante esclarecedora, uma vez que a turma tinha pouco conhecimento sobre assunto, levando-se em conta que parte da turma são professores  que estão fora de área. Daí, a dificuldade com o conteúdo. Os cursistas acharam muito importante esse movimento de ida e volta no texto, para buscar as referências, pois ajuda os alunos a compreenderem  mais facilmente os textos. Infelizmente, nossos alunos ainda não foram bem orientados e não possuem a prática, ainda não desenvolveram esta competência de leitura e  compreensão. Assim, os professores se conscientizaram de quanto é importante trabalhar o conteúdo com os alunos com frequência. Para fechar o tema Coesão, distribuí o texto "Mecanismos de Coesão", de Ingedore Koch (KOCH, Ingedore V., A Coesão Textual. 21. ed. SP: Contexto, 2007, p. 18 a 22) para um estudo em casa.
Dando continuidade, iniciamos o estudo da Unidade 20 - Relações Lógicas no Texto, ainda do TP 5. Aprofundamos o conteúdo com a ajuda de um slide, trabalhando as seções 1 e 2. Em seguida, em grupos, responderam as atividades da pág. 203, sobre a negação. Durante a discussão, após o trabalho, percebi que os grupos não encontraram muita dificuldade para responder as atividades.

Passamos então a estudar a Seção 3, da Unidade 20, sobre Significados Implícitos,  com o auxílio dos slides, seguindo-se um trabalho em grupos, onde foi lido o texto "Comunicação", de Luís Fernando Veríssimo, que estava sem o último parágrafo e os grupos deveriam descobrir, através das pistas dadas no próprio texto,   qual era o objeto que estava sendo descrito. E logo depois, inspirado no texto, produzir um outro texto, utilizando um outro objeto, trabalhando as pistas para descrição do objeto. Os grupos foram muito criativos e produziram textos muito bons que você pode encontrar aqui neste blog. Não só produziram os textos, como ainda dramatizaram a situação comunicativa.



Após o almoço, fizemos uma leitura deleite do texto "Presentes só de corpo", que levou os cursistas a identifcar no texto, a postura de muitos alunos e até mesmo de uma certa identificação consigo mesmos.
Dando continuidade  aos trabalos, fizemos a orientação geral sobre o Projeto, utilizando o Guia Geral, pág. 51. Os cursistas se organizaram então, por escola, para discutir a problemática e a temática do projeto.
As escolas trabalharão as seguintes temáticas:

-  Escola Justa Barbosa de Sales – Vertente do Lério
     TEMA: Lendo e produzindo um novo mundo
- Escola Severino de Andrade Guerra – Machados
     TEMA: Ler é descoberta
- Escola Estadual de Referência Gil Rodrigues - Vertentes
     TEMA: Produção escrita

Estou aguardando os temas das outras escolas para divulgar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Atividade do 4º Encontro - TP 5

Este poema foi produzido pelo grupo de Ana Cláudia Ramalho, Lenita Andrade, Lucineide Benício e Nejaci de Oliveira, quando das atividade com elos coesivos, no 4º encontro, estudando o TP 5.
Vejam que maravilha! Amei! Parabéns ao grupo!

A PESCA

Do céu, o azul, das nuvens, o anil.
Em terra, o pescador e o seu anzol, o silêncio do rio.
O tempo passa...
à espera do peixe que o anzol enlaça.

A agulha é vertical, mas mergulha fundo na água.
A linha se esconde entre a espuma,
as bolhas que ali se formam.

O tempo parece pesado como uma âncora.
O peixe não surge das águas,
no pescador, um nó na garganta.

Entretanto, lá estava...
O peixe surgiu de um arranco desesperado.
Um rasgão no peixe, marcas.
Na alma do pescador, ferida,
agora esperançosa.

Foi aberta a água.
Aberta a chaga.
Aberto o anzol.
Abriram-se esperanças.

Na superfície do rio, aquelíneo,
ágil-claro rio
brincava um pescador estabanado.

O peixe!
A areia, o sol e o pescador.
Um só cenário...
Cenário de felicidade,
estampado na dureza do trabalhador.

domingo, 20 de setembro de 2009

Da Arte de Escrever e Lavar Roupa

Numa entrevista concedida a um jornal, em 1948, Graciliano RAmos fez uma curiosa recomendação sobre o ato de escrever. Disse o escritor:

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois colocam o anil, ensboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas penduram a roupa
lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita pra enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."


Graciliano Ramos

Com o Coração na Mão


COM O CORAÇÃO NA MÃO...


... E Deus criou tudo.
E tudo era belo, insondável, exuberante, inexplicável e virgem.
E Deus criou o homem...
E o homem saqueou a terra.
Extirpou de suas entranhas seus tesouros mais preciosos.
Devastou suas florestas, poluiu seus rios, matou peixes,
Pássaros, animais selvagens e marinhos.

O homem invadiu o mar,
Encobriu de gazes as nuvens, ofuscou o sol, estuprou a lua.

A terra explodiu e chorou lágrimas de fogo
e afugentou o homem.

De suas profundezas, o mar bramiu em fúria.
Invadiu a terra e engoliu o homem.

Tufões, terremotos e furacões varreram a terra,
Sacudiram a terra e mataram o homem.

Perplexa... com o coração na mão...
Vi um agricultor chorar, por falta de chuva no chão.

Vi árvores tombarem mortas
E se transformarem em carvão.

Com o coração na mão...
Vi milhões de peixes mortos, por causa da poluição.

Vi um navio naufragar,
E explodir um avião.

Com o coração na mão...
Vi um cidadão matar, por um pedaço de chão.

Vi um homem inocente,
Ser levado num camburão.

Com o coração na mão...
Vi um trabalhador humilhado, pedir aumento ao patrão.

Vi um país derrotado
Pela força da corrupção.

Com o coração na mão...
Vi crianças chorando por falta de pão.

Vi gente de toda idade,
Morrendo de solidão.

Com o coração na mão...
Vi uma prostituta infeliz, chorando no calçadão.

Vi um andarilho perdido,
Sem bússola, sem direção.

Com o coração na mão...
Vi uma mãe desesperada, pedindo a Deus, compaixão!

Vi muitas crianças perdidas,
Chorando, de armas na mão.

Com o coração na mão...
Vi o homem perder a fé, a paz, a esperança, a razão.

Vi o ódio florescer
Sobre o amor, a paz e o perdão.

Com o coração na mão...
Vi um poema inacabado por falta de inspiração...

Com o coração na mão...

Margarida Maria de Barros Freitas

4º Encontro - Limoeiro

Mais um encontro chegou. Que bom!
Pude rever os cursistas e trocar experiências.
Iniciamos nosso encontro com uma reflexão sobre a mensagem de acolhida belíssima "Uma Universitária Diferente" que vocês podem visualizar neste blog.
Depois, recolhi os Memoriais dos que não conseguiram publicar no blog e os relatos dos "Avançando na Prática".
Logo após, fizemos a partilha das experiências das atividades dos AAA's do TP 4, realizadas com as turmas. Pude perceber que o trabalho tem sido muito bom. Os professores, apesar do pouco tempo, têm se empenhado bastante e os alunos estão adorando as atividades.
Fizemos uma retomada do TP 4, exibindo slides e comentando ainda um pouco da teoria que não foi possível aprofundar no encontro anterior.
Em seguida, fizemos uma atividade em grupo, trabalhando a seção 3 do TP 4, págs 186 a 190, onde cada grupo respondeu uma questão sobre a produção de váriso gêneros textuais com o mesmo tema. Os grupos partilharam os textos produzidos e foi uma atividade riquíssima para aprofundarmos o conteúdo.
Após o intervalo, introduzimos o conteúdo do TP 5, Coerência, perguntando o que a turma entendia por coerência de uma forma ampla. Percebi que as respostas já eram no sentido da coerência textual, então insisti para que buscassem uma definição sobre coerência no dia-a-dia. Aí, sim, conseguiram definir e exemplificar como se dá a coerência em nossa vida. Dessa conversa, partimos para a definição de coerência textual, e ficou claro que o grupo já tem uma boa compreensão acerca do tema e que a maioria já trabalha o conteúdo com os alunos.

Aprofundamos a teoria através dos slides e fomos trabalhar em grupos, montando o Quebra-cabeça Textual. Após a montagem, os grupos leram os textos e conversamos sobre coerência e coesão e as pistas que o texto apresenta para a compreensão do mesmo.

À tarde, voltamos fazendo uma leitura deleite do texto: "Gosto dimais d'ocês"

Repassei alguns informes e lembretes e retomamos o estudo, desta feita, trabalhando a Coesão, estudando a teoria através dos slides e discussão do conteúdo.

Em seguida, em grupos, realizaram as atividades das págs. 128 e 129, incluindo os textos "Circuito Fechado" e "Como se conjuga um empresário", que deveriam ser reescritos, utilizando-se os elos coesivos e lidos para o grande grupo.

Apresentados os textos, fizemos uma reflexão sobre os elos coesivos, o que não foi concluído pois o tempo foi curto, mas que será dada continuidade no próximo encontro.
Repassadas as tarefas para casa, fizemos uma avaliação do encontro. Pedi que fizessem um desenho que representasse o que foi o encontro. Vejam a avaliação dos cursistas. Fiquei bastante satisfeita.




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

3º Encontro - Limoeiro

Que bom reencontrar minha turma!

Para mim, é sempre uma grande alegria.
Nosso 3º encontro aconteceu no dia 20/08/2009, na Escola Estadual
Pe. Nicolau Pimentel.
Acolhi a turma com a "dinâmica dos problemas" onde cada participante
recebeu uma bola de sopro com uma palavra dentro (amizade, companheirismo, colaboração,etc.) e depois todos deveriam jogar as bolas para o alto e se esforçar para
não deixá-las cair. Aos poucos, fui pedindo que alguns fossem sentando e ficaram
apenas algumas pessoas com a responsabilidade de manter as bolas no alto.
Em seguida, em círculo, refletimos sobre o quanto foi difícil a tarefa para os poucos
que ficaram. Todos estouraram as bolas, leram as palavras nelas contidas e observamos
que quando todas aquelas palavras são postas em prática, em nossa vida em grupo,
as tarefas tornam-se mais leves e mais fáceis de serem cumpridas.
Após a dinâmica, fizemos a socialização das atividades do AAA 3 e dos Avançando na
Prática do TP 3, vivenciadas nas escolas.

A maioria dos professores fez alguma atividade e registrei algumas que achei mais
significativas, como a produção de auto-biografias pelos próprios alunos, entrevistas com pessoas da comunidade e produção de biografia a partir das entrevistas, assim como, a pesquisa da biografia de Mestre Vitalino, pela comemoração do seu Centenárioe a história do mesmo, trabalhada através de diversos gêneros textuais ; a ligação das atividades
do GESTAR II com as atividades do curso de Crônicas; produção de cordéis e paráfrases; a produção de cordel, aproveitando o folclore; trabalharam gêneros através do envelope da diversidade.
Foi um momento muito rico de troca de experiências, onde alguns cursistas disseram que, estudar e trabalhar gêneros com os alunos, foi uma oportunidade de renovação e ampliação do conhecimento, uma vez que, sentiram a necessidade de ir em busca das bibliografias sugeridas no TP . Contaram como os alunos ficaram motivados com as atividades e como
absorveram bem o conteúdo, e elogiaram o material, tanto de estudo, quanto de aplicação das aulas. No entanto, colocaram algumas dificuldades que encontraram no percurso: falta apoio da
maioria das escolas, no tocante à xerox do material de apoio para as aulas; algumas questões das aulas dos AAA's são complicadas e as turmas menores sentem dificuldades; por isso, às vezes foi necessário fazer algumas adaptações; a aula 6 da Unidade 9, do AAA 3 apresenta um problema, pois pede que os alunos observem as cores do texto visual, porém, a aula veio em preto e branco; e uma outra grande dificuldade é o tempo curto para os professores estudarem, desenvolverem as atividades e fazerem os relatos e as postagens no blog.

Concluído este primeiro momento, fiz uma retomada do TP3, esclarecendo algumas dúvidas que ainda surgiram.
Após o intervalo, iniciamos o estudo do TP 4 - Leitura e Processos de Escrita, fazendo a leitura de alguns memoriais para que observassem nos relatos, como foram as experiências de leitura e escrita vivenciadas por eles quando alunos.
Aqui, vale um registro sobre a qualidade dos memoriais produzidos pelos cursistas de minha turma: estou verdadeiramente encantada com as histórias de vida e também com a qualidade da produção textual. Parabéns para todas e todos!
Conversamos um pouco sobre essas experiências e fizemos uma reflexão teórica a partir de slides com o resumo da unidade par, da qual os cursistas participaram, exemplificando com sua
prática em sala de aula, como trabalham a questão da leitura inferencial, as diversas formas de leitura e o que é preciso melhorar.

Em seguida, realizamos uma atividade em que cada grupo recebeu textos de gêneros diferentes, para lerem em voz alta entre si e depois escolheram o texto mais significativo e leram para o grande grupo. Esta atividade levou-nos a uma conversa sobre a forma como se lê cada gênero textual e a importância de mostrar pra nossos alunos que os gêneros não são diferentes apenas na estrutura, no propósito e na forma de escrever, mas isto acontece também no momento da leitura. Destacamos também, a importância do professor fazer leitura em voz alta, mesmo no Fundamental II e no Ensino Médio.

Após esta atividade, realizamos outro trabalho em grupo, onde foi solicitado que preparassem uma sequência didática a partir do Avançando na Prática da pág. 80 do TP 4, tomando por base o texto das págs. 76 e 77 para, em seguida, apresentar para o grande grupo.
Fizemos um intervalo para o almoço e voltamos para uma leitura deleite do poema "Com o Coração na Mão", de Margarida Maria de Barros Freitas, disponível neste Blog.
Encantados com o poema, os grupos apresentaram suas sequências didáticas. E foi muito bom!

Os grupos usaram a criatividade e produziram
ideias ricas para a sala de aula, inclusive,
trabalhando muito bem a questão da intertextualidade. Comentamos os trabalhos e logo depois, iniciamos uma discussão sobre Produção Escrita, respondendo a pergunta se o ato da escrita é um dom e aprofundamos a questão, refletindo o conteúdo das págs. 164 a 169, na plenária e com a exibição de slides sobre Produção Escrita.

Em seguida, distribuí um texto de Graciliano Ramos: "Da Arte de Escrever e Lavar Roupa", que pode ser encontrado neste Blog, e conversamos sobre o mesmo, que enfatiza a importância da reescritura para a produção de um bom texto. Vimos que é preciso ter cuidado ao avaliar a produção de nossos alunos.às vezes o aluno não consegue se expressar bem, segundo a norma padrão, mas a idéia é muito boa. Daí a importância do palpel do professor como orientador dessa escrita e reescrita. Nossa intenção não é tornar nossos alunos grandes escritores, mas possibilitar-lhe o conhecimento para que ele consiga se expressar através da escrita e ser compreendido. No entanto, neste trabalho, descobre-se alguns talentos, alguns bons escritores que necessitam ser incentivados e ajudados a percorrer esse caminho.
Concluída esta reflexão, explicamos as atividades para casa e demos alguns avisos sobre o andamento do curso.

Para encerrar este nosso 3º momento, fizemos uma avaliação, onde os cursistas elogiaram o conteúdo trabalhado, a metodologia, o estímulo dado pela professora formadora para o compromisso com o GESTAR II, o desempenho da formadora e o material utilizado. No entanto, houve algumas considerações quanto à participação e desempenho do grupo durante os encontros: falta uma maior interação, maior pontualidade e menos conversas paralelas.
Alguns depoimentos:
- "Os encontros estão sendo maravilhosos; tenho melhorado bastante em minha prática pedagógica!"
- "Sugiro que as datas dos encontros sejam avisadas com antecedência como esta de hoje."
- "O segundo encontro foi bem melhor que o primeiro."

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Assim pensa minha turma

Após uma sondagem no início do curso, descobri que os cursistas de minha
turma:

1 -Alimentam grandes expectativas em relação ao GESTAR II:

  • Aprender mais, ampliando o conhecimento empírico, fazendo uma ponte com o conhecimento já construído, minimizando algumas dificuldades existentes, adquirindo mais segurança.
  • Seja um apoio, suporte para o professor, para que possa diversificar e aprimorar significativamente a prática pedagógica, com novas estratégias de ensino, levando o aluno a um melhor desempenho na área de Língua Portuguesa.

  • Atualizar o conhecimento através de novos subsídios, que seja um”algo mais”.

  • Estimular o professor para renovar e refletir sobre sua prática pedagógica e a ser um pesquisador.

  • Que seja trabalhado de forma dinâmica e com calma e aprofundamento dos conteúdos, sem sobrecarregar o professor de tarefas.
2 - Estas são as concepções que têm sobre o processo de ensino-aprendizagem:

É o repasse de conhecimentos, de maneira clara e objetiva, do professor para o aluno;
  • É o momento em que se ensina e aprende de forma simultânea;

  • É uma troca de experiências, é a construção coletiva do saber através da interação educador X educando, que leva em conta o conhecimento prévio do aluno;
  • É um processo que traz diversidade de técnicas de aprendizagem em que o aluno participa e aprende;

  • É um processo que parte do princípio da ação-reflexão-ação, que precisa ser planejado e avaliado continuamente, visando a qualidade da aprendizagem;

  • É um processo pelo qual os indivíduos se apropriam do conhecimento, através da troca de experiências e interações sociais;

  • É um desafio.

3. Em se tratando de processo do papel do professor no processo de ensino-aprendizagem, eles pensam assim:

  • É repassar o conhecimento;

  • É o elo afetivo: é ser mãe/pai, psicóloga(o), companheira(o), médica(o), orientador(a) etc;

  • É mediar a aprendizagem do discente;

  • É despertar no aluno o desejo do conhecimento através da troca de experiência;

  • É instigar a curiosidade;

  • É nortear e facilitar a construção coletiva do conhecimento e dos saberes;

  • É preparar para a vida;

  • É educar para a cidadania;

  • É favorecer a participação ativa do educando;

  • É ser agente de intervenção;

  • Criar estratégias que facilitem a aprendizagem;

  • É ser articulador sensível às descobertas dos alunos;

  • É trocar experiências com os educandos;É oferecer oportunidades para que o processo ensino-aprendizagem aconteça.

4 - No tocante ao que representará o GESTAR II em termo de contribuições à comunidade escolar, ao professor e ao educando, eles têm as seguintes idéias:

  • Incentivando educador e educando para um processo de construção do saber;

  • Através do aprofundamento de teorias e abordagens práticas sobre o ensino da Língua Portuguesa, possibilitando aos educadores, uma melhoria efetiva em sua prática pedagógica, contribuindo para uma melhoria da aprendizagem do educando e, consequentemente, da educação;

  • Trazendo um arcabouço de informações atualizadas que irão respaldar o docente em seu trabalho;

  • Promovendo a troca de conhecimentos;

  • Contribuindo para transformar o conhecimento científico em conhecimento didático;
    Ampliando a socialização, o senso crítico e participativo dos educandos, formando cidadãos capazes de enfrentar o mundo.

  • Ajudando o educador a desenvolver no educando habilidades no tocante à leitura, à expressão oral, à interpretação para que o mesmo seeja capaz de interagir na sociedade;
    Integrando professores da mesma disciplina, mas de séries várias no sentido de fazer uma troca de experiências e saberes, discutindo acerca de sua prática pedagógica e suas dificuldades.

  • Levando o aluno a participar de atividades coletivas, onde partilhará seu conhecimento de mundo e seu saber construído;

  • Contribuindo para o planejamento e o desenvolvimento do ensino da Língua Portuguesa, auxiliando o professor na elaboração de suas aulas, os coordenadores como articuladores de projetos e os alunos como pesquisadores e produtores do conhecimento.

Observando este pensar da minha turma, penso que o GESTAR II irá atender as expectativas. Lamento apenas que o tempo seja tão curto para que os cursistas estudem, apliquem as atividades e publiquem seus relatos; assim como, o intervalo entre um encontro e outro. Se tivéssemos iniciado em fevereiro, como previsto, certamente a qualidade seria bem melhor.

Percebo que ainda há educadores que mantêm aquela concepção de que o processo de ensino-aprendizagem e o papel do professor é apenas de repasse de conhecimentos. No entanto, vejo com animação, que a grande maioria já avançou e já entende esse processo como um processo interacional, que se dá através de uma troca de experiências entre os sujeitos que dele participam, sendo o professor, o instigador, provocador, mediador e facilitador desse processo.

Por fim, o Programa GESTAR II e seus agentes, têm uma grande responsabilidade nas mãos: fazer com que a educação dê um salto de qualidade, a partir do aperfeiçoamento dos educadores e de sua prática pedagógica. Com alegria, percebo que isto já está acontecendo.

























quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Minha Turma do GESTAR - Perfil

Que turma, a minha!

Bastante participativa, interessada em aprender,

compromissada com a profissão e com o Programa GESTAR II,

o que me deixa bastante satisfeita.

A turma tem 32 cursistas, sendo 03 homens e 29 mulheres.
34% dos cursistas são solteiros, 53% são casados e 12% são divorciados.
A maioria da turma possui entre 1 e 2 filhos.
Apenas 1 cursista não possui computador em casa.
Quanto à formação oficial, em torno de 70% da turma tem o curso Nomal Médio (Magistério); todos já concluíram a graduação, sendo que 50%, cursou Letras e os outros, concluíram outros cursos; 75% concluiu a pós-graduação e destes, 53% na área de Língua Portuguesa e os outros, fizeram ou estão cursando a pós em outras áreas.
Nesse sentido, tenho pecebido uma grande dificuldade: tenho cerca de 08 cursistas que estão lecionando Língua Portuguesa, mas têm formção difereciada. No entanto, é visível o compromisso, o interesse e a vontade dos mesmos em aprender.
Em relação a cursos de Formação Continuada, 69% dos cursistas já fizeram vários como: Pró-letramento, Alfabetizar com Sucesso, entre vários outros.
Cerca de 70% está no exercício do magistério entre 10 e 30 anos.
Quanto ao grau de ensino, cerca de 40% lecionam no Ensino  Fundamental II e os outros, além do Fundamental II, têm o EJA, e o Ensino Médio.
Em se tratando de uma avaliação sobre a formação em Língua Materna, 56% apenas consideraram a graduação satisfatória.
A turma, no geral, trabalha mais de um expediente e, em alguns em casos, em mais de uma escola, fazendo com que tenham pouquíssimo tempo para o estudo e a formação. assim, Apenas 66% tem conseguido
fazer leituras dircionadas para a área do ensino de Língua Portuguesa.
Perguntados sobre que aspectos gostariam que fossem trabalhados no GESTAR II, responderam que precisam aprofundar novas metodologias de ensino, no tocante à leitura e produção textual e trocar experiências com os colegas, aprofundar a prática do trabalho com projetos, entre outras questões.

Muitas expectativas foram geradas coma possibilidade desta Formação Continuada: 50% espera, a partir do GESTAR II, melhorar a prática pedagógica, aprendendo novas metodologias e aprender mais, entre outras.



Estou muito feliz por poder compartilhar com meus colegas de trabalho


tantas informações e experiências.