Hoje, aconteceu nosso
7º encontro. Foi muito bom!
E tivemos novidades. Chegaram mais 14 cursistas

de uma outra turma que ficou
sem formadora.
No início, as companheiras ficaram um pouco inquietas por ter que trocar de formadora, mas depois de nossa acolhida, sentiram-se mais à vontade.
Pois, é! Como dizia o profeta: "Gentileza gera gentileza". Portanto, sejamos gentis com os nossos, com os outros, com nossos colegas de trabalho, com nossos alunos, com o mundo, enfim! Assim, o mundo
tornar-se-á melhor. Façamos nossa parte!
No primeiro momento, após a reflexão, recolhi os relatos dos Avançando na Prática e algumas produções de alunos dos cursistas. Trabalhos muito bons, por sinal.
Depois, repassei alguns encaminhamentos para a turma que estava chegando, sobre as atividades e fiz algumas observações sobre os relatos corrigidos.
Em seguida, retomamos o TP 1, Unidade 4 - 1ª seção - A Intertextualidade.
Ah! Como é gostoso trabalhar com este conteúdo! A turma adorou. É uma verdadeira brincadeira.
Conversamos um pouco sobre o conhecimento que traziam sobre intertextualidade, e trocamos
algumas experiências sobre o trabalho com o mesmo em sala de aula. E foi bem interessante a discussão. Pude perceber que alguns cursistas estavam confundindo o trabalho com um mesmo tema
e vários gêneros, com a intertextualidade. Refletimos e fi-los ver a diferença que há entre ambos.

Após essa reflexão inicial, fizemos um trabalho em grupo, onde, cada grupo recebeu várias figuras de revistas em que acontecia o fenômeno da intertextualidade.
Deveriam identificar com que outro texto, aquele dialogava. Olhem! Foi muito rica a discussão nos grupos e os comentários durante as apresentações também. Percebi que não tiveram dificuldades pois tinham um conhecimento prévio dos textos que estavam
sendo retomados, referenciados, parodiados, etc.

Os grupos fizeram suas apresentações, fazendo uma leitura dos textos
verbais e não verbais, ou mistos e explicaram como se deu a intertextualidade e com que textos aqueles dialogavam. Todo mundo adorou a atividade. Vimos como uma atividade dessas, pode despertar em nosso aluno, o gosto pela leitura e como vai ajudá-lo a perceber as entrelinhas, ativar seu conhecimento prévio e motivá-lo para a leitura de textos diversificados.
Feita a socialização dos grupos, aprofundamos o conteúdo através dos slides, estudando os diversos tipos de intertextualidade. Percebi que tudo era bastante novo para a turma. Ficou claro que muitos cursistas ainda confundiam paródia e paráfrase. Então vimos com calma, a diferença entre os dois, esclarecendo assim, as dúvidas.
Ao voltarmos do almoço, tivemos a leitura deleite, com o meu poema "Tear" (veja no final do relato), que tem tudo a ver com o que os grupos iriam trabalhar: o conto de Marina Colasanti, "A Moça Tecelã". Cada grupo deveria reescrever o conto, fazendo a intertextualidade.
O grupo 1 - elaborou uma sequência didática com o tema intertextualidade;
O grupo 2 - reescreveu o conto, do ponto de vista da persoangem feminina, utilizando o gênero carta;
O grupo 3 - reescreveu o conto, do ponto de vista da personagemmasculina, utilizando o gênero cordel;
O grupo 4 - reescreeu o conto, do ponto de vista do narrador, utilizando o gênero fábula;
O grupo 5 - reescreveu o conto, do ponto de vista de outras mulheres, usando o gênero fofoca.
Eita povo criativo danado! Parabéns para todos os grupos. Deram um show de criatividade. O trabalho foi lindo! Confiram abaixo do relato, os textos produzidos pelos grupos.

Após as apresentações dos grupos, estudamos a 3ª seção: Uma reflexão sobre o ponto de vista. Através de slides, aprofundamos a questão do ponto de vista.

Após esse momento, exibimos o filme
Narradores de Javé. Todos assistiram, se divertiram e fizeram uma reflexão sobre a linguagem, a oralidade, as tradições populares, o gênero memórias. Distribuí um questionário que levaram pra discutir na escola e depois enviar uma resenha por e-mail.
Finalizamos o encontro com a nossa avaliação;
1. Perguntados sobre o que mais os chamou a atenção no encontro, disseram o seguinte:
- O tema intertextualidade é muito interessante;
- a diferença entre paráfrase e paródia;
- as inúmeras possibilidades didáticas que o tema trabalhado traz;
- a disposição do tempo distribuído;
2. Quanto aos desafios que levam do encontro:
- Trabalhar o tema de forma adequada com os alunos;
- Enriquecer o trabalho como professora;
- pesquisar e planejar as aulas sempre mais, para melhorar;
- tornar minhas aulas mais interessantes;
- aplicar textos que utilizem intertextualidade fazendo-os despertar para o tema;
- aplicar de forma inovadora os conhecimentos repassados neste encontro;
- utilizar o filme Narradores de Javé, para trabalhar com os gêneros e interdisciplinaridade.
Confira outrasfotos do Encontro:
Confiram aqui o poema:
TEAR
Desenrolando o novelo da vida,
desfiando o fio
que teceu o grande tapete;
desmontando a enorme teia
até o primeiro ponto.
E de novo, no teardo mundo,
tecer sua história,
fiar nova vida
dar pontos e nós
onde preciso for.
E deixar assim,
a ponta do fio,
livre...
Maria José de Barros
Leiam abaixo, as intertextualidades feitas a partir do conto "A moça tecelã" de Mariana Colasanti e produzidas pelos cursistas. Fiquei en-can-ta-da! Parabéns!!!!!
Fábula: A ARANHA E O GATO
Dona Aranha vivia feliz, ao tecer maravilhas com suas teias. Trabalhava de dia à noite para realizar os sonhos que tinha. Tudo o que sonhava, ela tecia e o seu sonho se realizava.
Certo dia, ela estava se sentindo muito sozinha e resolveu tecer um companheiro para viver com ela. Trabalhou muito até conseguir e depois foi dormir, cansada. Mal o dia amanheceu, e ela ouviu quando bateram à sua porta. Quando abriu, deparou-se com um jovem e lindo gato.
Ficou encantada quando o viu, e logo pediu que entrasse. Ele não se fez de rogado.
Passaram-se alguns dias , até que o gato descobriu o poder das teias da aranha. Então, ele começou a fazer exigências e mais exigências. Quanto mais o tempo passava, mais triste e abatida, Dona Aranha ficava. Até que resolveu dar um basta na situação e começou a desmanchar tudo o que havia construído, inclusive seu marido, o gato.
Começou do zero a tecer novamente, e dessa vez, pensou bem antes de querer um marido. Então ela teceu um marido que não era tão lindo, mas que tinha um coração maravilhoso, com o qual ela foi muito feliz.
Moral da história: As aparências enganam, pois quem vê cara, não vê coração.
Grupo: Geísa Maria Barbosa, Maria de Fátima Gomes de Souza Santos, Lúcia Maria e Josefa de Oliveira França.
Carta:
Limoeiro, 20 de novembro de 2009.
Querido Gugu.
Chamo-me Maria. Moro atualmente na cidade de Limoeiro. Sou tecelã, tenho 21 anos e uma triste história para contar.
Aos quinze anos, desabrochei um sonho: encontrar um príncipe encantado. Sentia-me muito só e queria construir um lar, uma família. Enquanto isso não acontecia , me entreguei ao trabalho de corpo e alma.
Até que um dia, envolta a tanta tristeza, resolvi dar uma oportunidade ao destino, porém, foi triste o meu destino. O meu príncipe encantado desencantou e a menina sonhadora transformou-se numa mulher amarga e ainda mais triste. Nossa vivência foi muito difícil, me sentia explorada, desprezada e sem valor...
Até que não suportei mais e resolvi dar um basta à situação: separei-me e voltei a cuidar de mim. Juntei todas as forças e tudo o que sobrou dos meus sonhos e estou aqui disposta a viver um novo amor.
Por isso, espero contar com a sua ajuda a fim de encontrar alguém para construir uma família feliz.
Portanto, estou enviando fotos, meu endereço e telefone para contato, para os rapazes solteiros que se interessem por uma moça trabalhadeira, simpática e sincera.
Sua fã ,
Maria, a sonhadora.
Grupo: Edvaldo Pedro da Silva, Severina Cristina Barbosa, Maria de Fátima de Souza e Rosângela Maria da Silva.
Cordel: Ingrata Tecelã
Dos sonhos de uma tecelã, surgi.
Tinha rosto barbado,
corpo aprumado,
sapato engraxado,
chapéu emplumado
aquilo tão desejado.
À procura de um marido,
para fugir da solidão,
decidiu então tecer
Alguém para lhe proteger
e ocupar o coração.
Para aumentar a sua felicidade
em lindos filhos ela pensava
coisa que eu não cogitava
pois tecer ela precisava
para fazer dos sonhos realidade.
Não encontrando a alegria
na riqueza que me ofereceu
resolveu destecer
casa, castelo, cavalo e estribaria
e jardim a florescer.
A ingrata tecelã
nem os criados preservou
e eu, criado do seu amor
fui transformado em traço de luz
mero fio da manhã.
Grupo: Érika Negromonte, Gleiciane G. S. Chaves, Maria de Fátima Prado e Maria Gabriela.
Fofoca: A moça tecelã
- Colega, sabe a moça tecelã? Tu não sabes? Sabe sim, colega!
- Não é aquela que só vivia tecendo, pra arranjar um casamento. Dia e noite, coitada, na janela, à procura de um amor e ao mesmo tempo tecendo, tecendo...
- Até que enfim, saiu do caritó!
- Hein, hein!!!
- Ela arrumou foi um rolo, ele só quer é vida boa. Ela que pensa que isso vai dar certo. Ele vai é puxar o tapete dela. Aqui pra gente, aqui fica.
Grupo: Irlaneide, Maria José da Silva Lima, Graça Castro e Nejaci
Sequência Didática:
Série: 8ª / 9º ano
Tempo: 04 aulas
1 - Exploração doconhecimento prévio dos alunos sobre projetos de vida, casamento, ambições, etc.;
2 - Leitura do conto;
3 - Reflexão sobre o texto: debate regrado;
4 - Leitura complementar: Conto de Fadas Moderno;
5 - Produção de texto: Paródia, invertendo as posições, enfatizando o ponto de vista masculino, ou moça tecelã moderna;
Grupo: Iara, Rosenaide, Lucélia e José Ênio.