Este poema foi produzido pelo grupo de Ana Cláudia Ramalho, Lenita Andrade, Lucineide Benício e Nejaci de Oliveira, quando das atividade com elos coesivos, no 4º encontro, estudando o TP 5.
Vejam que maravilha! Amei! Parabéns ao grupo!
A PESCA
Do céu, o azul, das nuvens, o anil.
Em terra, o pescador e o seu anzol, o silêncio do rio.
O tempo passa...
à espera do peixe que o anzol enlaça.
A agulha é vertical, mas mergulha fundo na água.
A linha se esconde entre a espuma,
as bolhas que ali se formam.
O tempo parece pesado como uma âncora.
O peixe não surge das águas,
no pescador, um nó na garganta.
Entretanto, lá estava...
O peixe surgiu de um arranco desesperado.
Um rasgão no peixe, marcas.
Na alma do pescador, ferida,
agora esperançosa.
Foi aberta a água.
Aberta a chaga.
Aberto o anzol.
Abriram-se esperanças.
Na superfície do rio, aquelíneo,
ágil-claro rio
brincava um pescador estabanado.
O peixe!
A areia, o sol e o pescador.
Um só cenário...
Cenário de felicidade,
estampado na dureza do trabalhador.
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